Net rooms / Microquartos

NetRoom

Quartos minúsculos para aluguel – alguns medem menos de 2 metros quadrados – ficaram muito populares no Japão nos últimos anos.

Antes usados apenas para um pernoite, eles se tornaram, desde a crise econômica de 2008/2009, abrigo temporário para uma classe de pessoas pobres que cresce nas grandes cidades japonesas.

Este mercado, dirigido em sua maioria a estudantes ou trabalhadores temporários solteiros, aumentou e vem atraindo investimentos de empresas no ramo.

Quitinetes de até 15 metros quadrados foram divididas em diversos quartos, que são alugados por curto período de tempo. Banheiro e cozinha são de uso coletivo.

A diária varia de US$ 9 a US$ 30 dólares, dependendo do tamanho do quarto e dos serviços oferecidos.

Se o aluguel for mensal, o hóspede desembolsa no mínimo US$ 270. Os pequenos quartos são a alternativa mais barata para sair das ruas.

“Com a chegada da crise, no final de 2008, registramos uma ocupação de até 95% dos nossos apartamentos”, conta Koji Kawamata (foto), na época da entrevista, gerente geral da Tsukasa Urban Development, que oferece quartos com um computador e acesso a internet para procura de emprego, batizados pela empresa de “net rooms”.

A Tsukasa tem cerca de 2,8 mil quartos disponíveis para aluguel em Tóquio, a maioria com cerca de 3 metros quadrados.

Diferente dos famosos hotéis cápsulas e dos internet cafés, que também permitem um pernoite e são baratos, os microquartos garantem ao usuário um pouco mais de conforto – apesar do espaço ser suficiente apenas para um adulto se deitar.

“É ótimo também para pessoas que não têm salário muito alto como eu e querem mais privacidade”, sugere Tomoaki Yoshikawa, de 37 anos.

Ele usou um “net room” por alguns meses e hoje, após conseguir um emprego, vive num apartamento um pouco maior, de cerca de 13 metros quadrados.

Segundo as empresas que alugam quartos temporários, a maioria dos clientes é do sexo masculino e está na faixa etária dos 30 aos 60 anos. Do final de 2008 para cá, muitos desempregados que recebem o seguro desemprego passaram a usar o serviço.

A procura é grande também por pessoas que vêm do interior. O japonês Hiyama, de 41 anos, é um exemplo. Ele deixou a cidade de Hiroshima, depois de perder o emprego, para tentar a sorte na capital japonesa.

“Vim com a intenção de fazer qualquer coisa, mas não achei que ia ser tão difícil”, conta ele.

Hiyama ganha pouco – o valor ele não revela -, mas o suficiente para pagar as contas.

“Alugar um desses quartos também ajuda na hora de procurar emprego, pois geralmente as empresas pedem um endereço fixo”, conta o japonês.

(matéria publicada originalmente pela BBC Brasil, em 2009, e adaptada para o blog. Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090413_microquartos_japao_dg.shtml)

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NetRoom2Tiny rooms for rent – some of them measuring less than 2 square meters – became very popular in Japan in recent years.

In the past they were used only for an overnight stay, but since the economic crisis of 2008/2009, they became temporary shelter for a class of poor people that is growing in major Japanese cities.

This business has increased and been attracting investments. Most who use this service are student or single worker.

Kitchenettes up to 15 m were divided into several rooms which are rented for a short period of time. Bathroom and kitchen are common use.

The rate ranges from $ 9 to $ 30 dollars per day, depending on the room size and services offered.

If the rent is monthly, the guest pays at least $ 270. The small rooms are a cheaper alternative to get off the streets.

“After the crisis in late 2008, we recorded an occupancy of up to 95% of our apartments,” says Koji Kawamata (pictured), at the time of the interview, general manager of Tsukasa Urban Development, which offers rooms with a computer and internet access for job search, baptized by the company as “net rooms”.

The Tsukasa has about 2800 rooms available for rent in Tokyo, most with about 3 square meters.

Unlike the famous capsule hotels and internet cafes, which also allow an overnight stay and are cheap, the net rooms guarantee the user a little more comfort – despite the space is just enough for an adult to lie down.

“It is also great for people who do not have very high salary like me and want more privacy”, suggests Tomoaki Yoshikawa, 37.

He used a “net room” for a few months and today, after getting a job, lives in an apartment a little bigger, about 13 square meters.

According to the companies that rent this kind of rooms, the majority of customers are male and are between the ages of 30 to 60 years. From late 2008 to now, many unemployed who are receiving unemployment insurance started to use the service.

The demand is great also for people coming from countryside. The Japanese Hiyama, 41, is an example. He left the city of Hiroshima, after losing his job to try his luck in the Japanese capital.

“I came with the intention to do anything, but I didn’t thought it would be so difficult”, he says.

Hiyama earns little – he does not reveal the value – but enough to pay the bills.

“Rent one of these rooms also helps when applying for jobs, because companies usually ask for a fixed address,” said the Japanese.

(Article published originally by BBC Brazil, in 2009, and tailored to the blog. Link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090413_microquartos_japao_dg.shtml)

4 thoughts on “Net rooms / Microquartos

  1. Olá Ewerthon!!!

    Que ótimo estas acomodações, principalmente para estudantes, deviam fazer estes Net Rooms no Brasil também, adorei a matéria!!!
    Obrigada por linkar o meu blog, fiquei muito feliz e honrada. Espero que você continue postando, é um prazer vir aqui e ver notícias de qualidade direto de Tóquio. :)
    Bjs

  2. Bacana de mais. Pelo quarto mostrado na foto da pra ver que é bem confortável, apesar do espaço.Eu mesmo,se um dia for pro japão, provavelmente irei ter que ficar em desses ^ ^ rsrs. Postagem nota 10 Ewerthon!
    Abraço. o/

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