Author: Ewerthon Tobace

  • Palácio Imperial de Quioto

    Passear por Quioto é mágico. Há dezenas de templos, parques, monumentos e bairros imperdíveis. Um verdadeiro deleite para os turistas. A dica, para quem estiver pela região nesta semana é aproveitar para conhecer o Palácio Imperial de Quioto, que está aberto ao público para sua exibição anual de primavera. Mas somente até este domingo, dia 13.

    O lugar era a residência oficial dos imperadores japoneses até o final do século 19.

    Visitas ao palácio geralmente exigem autorização prévia, mas duas vezes por ano, durante a primavera eo outono, a entrada é livre.

    Na quarta-feira, dia 9, quando o palácio abriu suas portas, as pessoas puderam entrar pelo portão principal, chamado Kenreimon, pela primeira vez em 17 anos. O portão foi construído cerca de 160 anos atrás, e foi aberto agora apenas para marcar o 80 º aniversário do Imperador Akihito.

    Para mais informações sobre o palácio, clique aqui (em inglês) ou ligue para 075-211-1211.

  • Mangá x pratos

    combination_pinkA artista japonesa Mika Tsutai criou uma série de pratos no estilo mangá que interagem de forma divertida e criativa com a comida.

    Segundo ela, a intenção é fazer com que os alimentos se transformem em elemento gráfico das estampas das louças. Em alguns casos, a artista consegue até montar pequenas cenas, como uma página de desenhos em quadrinhos.

    “Meu objetivo é criar peças que estimulem a imaginação das pessoas”, disse a jovem à BBC Brasil.

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    O trabalho é, na verdade, o projeto de conclusão do curso de design de produtos do Instituto de Tecnologia de Kyoto. Mas Mika já pensa em negociar as peças com restaurantes e lanchonetes.

    “Estou trabalhando na criação de novos pratos para apresentar aos restaurantes”, contou a artista, que ganhou destaque nas principais revistas e sites de design e arte do Japão e também de outros países com a série de pratos. Mika também já ganhou prêmios por outros trabalhos na área de arte, design e fotografia.

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    A ideia surgiu depois que Mika passou a se interessar por marmitas decoradas – algo bastante popular no Japão, onde grande parte da população prepara ou compra marmitas para levar ao trabalho, à escola ou a parques.

    “No entanto, percebi que no caso da marmita a arte estava só na comida. Não existia um recipiente especial, por isso tive a ideia de criar os pratos”, explica a artista, fã também dos mangás.

     

    Matéria feita por mim, originalmente publicada pela BBC Brasil. Para ver a galeria completa de fotos dos pratos clique aqui.

  • O segredo da longevidade

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    O Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas (ONU), e o segredo não é somente a alimentação, como se pensava.

    Segundo Kenji Shibuya, professor do departamento de política global de saúde da Universidade de Tóquio, as razões da longevidade japonesa têm tanto a ver com o acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e também atitudes de higiene no dia-a-dia.

    O especialista e uma equipe de pesquisadores estudaram vários aspectos da cultura, da política e da economia japonesa que influenciam na forma de viver da população e publicaram o estudo no jornal médico The Lancet.

    ”A expectativa de vida do japonês aumentou rapidamente entre os anos 50 e 60, primeiramente, por causa da queda da taxa de mortalidade infantil”, explicou o professor Shibuya.

    Depois, as autoridades concentraram esforços para combater a mortalidade adulta. O resultado positivo foi, em grande parte, consequência dessa política de saúde adotada pelo país.

    Histórico de sucesso

    Hoje, um bebê quando nasce no Japão pode esperar viver até 86 anos se for uma menina, e quase 80 se for menino.

    Mas segundo o estudo conduzido pelo professor Shibuya, os japoneses nem sempre tiveram a perspectiva de viver por tanto tempo.

    Em comparação com dados de 1947, houve um salto de mais de 30 anos na expectativa de vida de uma pessoa.

    Esse crescimento começou no final da década de 50, quando o país passou a experimentar um desenvolvimento econômico acelerado.

    No pós-guerra, o governo começou a investir em ações de saúde pública, introduzindo o seguro nacional de saúde em 1961, tratamento grátis para tuberculose e infecções intestinais e respiratórias, além de campanhas de vacinação.

    Uma das principais ações foi a redução das mortes por acidente vascular cerebral (AVC). ”Isso foi um dos principais impulsionadores do aumento sustentado da longevidade japonesa depois de meados dos anos 1960”, contou o estudioso.

    ”O controle da pressão arterial melhorou através de campanhas, como a de redução do consumo de sal, e uma maior utilização de tecnologias de custo-benefício para a saúde, como medicamentos anti-hipertensivos com cobertura universal do seguro de saúde.”

    Educação e cultura

    Porém Shibuya lembra que o crédito dessa conquista não é só do governo. ”Em 1975, muitas doenças não transmissíveis já estavam em níveis extremamente baixos em comparação com outras nações de alta renda, devido em grande parte a uma herança cultural de cuidados com a alimentação e prática de atividades físicas”, sugere.

    Além disto, segundo o estudo, os japoneses dão uma atenção à higiene em vários aspectos da vida diária. “Essa atitude pode, em parte, ser atribuída a uma complexa interação de cultura, educação, clima (por exemplo, temperatura e umidade), ambiente (por exemplo, ter água em abundância e ser um país consumidor de arroz) e a velha tradição xintoísta de purificar o corpo e a mente antes de se encontrar com outras pessoas”, diz o estudo.

    ”Eles também são conscientes em relação à saúde. No Japão, check-ups regulares são normais e oferecidos em larga escala em escolas e no trabalho, a todos, pelo governo”, afirma ainda o estudo. ”Em terceiro, a comida japonesa tem benefícios nutricionais balanceados e a dieta da população tem melhorado de acordo com o desenvolvimento econômico ao longo das décadas.”

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    Para o cantor de rua japonês Yu Rikiya, de 68 anos, o segredo é o fato de haver muitas atividades voltadas para pessoas de idade mais avançada. “Essas pessoas têm um motivo toda semana para continuar vivendo. Fazem o que gostam, se divertem e não se estressam”, sugere ele.

    Além de produzir e vender os próprios CDs, Yu Rikiya canta na noite e diz que nunca se preocupou com o avanço da idade. ”Temos acesso a médicos, tratamentos e remédios. Ganho o suficiente para comer e sustentar a família. Saio com amigos para beber e curtir a vida. Então, para que se preocupar?”, questiona, sorrindo.

    ”Quero viver muito ainda, produzir mais música e, quem sabe, ainda ser famoso um dia”, planeja.

    Envelhecimento

    O lado negativo do sucesso do Japão em conseguir manter a população saudável é o desequilíbrio populacional. Até agora, cerca de 24% da população tem mais de 65 anos.

    Mas cálculos do governo apontam que, em 2060, a porcentagem de idosos será de 40%, numa população que se reduzirá dos atuais 127 milhões para 87 milhões.

    Segundo o estudo, a expectativa de vida deve aumentar ainda mais, chegando a 84 anos para homens e 90 para as mulheres.

    ”O rápido envelhecimento da população japonesa é um desafio para o sistema de saúde do Japão em termos de financiamento e qualidade dos cuidados”, aponta Shibuya.

    ”Simplesmente aumentar a expectativa de vida não faz mais sentido. Devemos focar mais em maximizar de forma saudável essa expectativa de vida”, sugere.

    Outros desafios que o Japão enfrenta são altos índices de alcoolismo, tabagismo e suicídio, problemas gerados em parte por causa do aumento do desemprego e do prolongamento da crise econômica.

     

    (texto meu, originalmente publicado pela BBC Brasil, em 18 de junho, 2012. Leia aqui)

  • Cartas da guerra

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    Esta matéria foi publicada na revista Alternativa. Mas como foi pouco divulgada pela mídia em geral, achei legal republicar aqui. Além do mais, adoro História. Mas antes de ir para os fatos, queria contar um detalhe da apuração da matéria. No caso, foi como consegui a foto. A imagem que vocês vêem ai em cima é Cortesia do Conselho de Educação da Prefeitura de Oita. É lá que foi parar a tal carta.

    Liguei para o tal conselho, expliquei o que queria e eles disseram que não tinham a imagem. Só o museu local é que possuía a foto. Liguei para o museu e a “tiazinha” não quis saber de muito papo — ela claramente não estava preparado para um pedido de imprensa. Recorri à Associação de Intercâmbio Internacional, que ligou no Conselho de Educação e, 15 minutos depois, a mesma senhora que tinha me atendido na primeira vez me ligou e disse que estava enviando a foto por e-mail. Ué, ela não disse que não tinha a foto?? Vai entender esses japoneses… Agora vamos à história:

    Duas cartas encontradas no final do ano passado no Japão mudaram a imagem do almirante da Marinha Imperial Japonesa, Isoroku Yamamoto (1884-1943). “Se dependesse dos meus verdadeiros sentimentos (em relação aos ataques aos Estados Unidos) eu não seria capaz de seguir em frente com essa obrigação que me foi designada”, escreveu ele.

    Caso tivesse seguido seus “sentimentos”, a história poderia ter sido outra. Yamamoto foi o mentor dos planos de ataque à base norte-americana de Pearl Harbor, na manhã de 7 de dezembro de 1941. O bombardeio culminou na entrada oficial dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e no início da Guerra do Pacífico.

    O militar, na verdade, foi um forte defensor da solução diplomática para o conflito. Mas ele sabia que os partidários da via militar, cujo maior entusiasta era o almirante Osami Nagano, estavam cada vez mais perto de conseguir empurrar o país para a guerra.

    Então Yamamoto tratou de elaborar o melhor plano possível para o complicado ataque. Mas o levante foi considerado um fracasso, pois os norte-americanos não só se recuperaram rapidamente, como responderam com ataques violentos ao arquipélago. Se tivesse sido outro o mentor da estratégia militar, talvez a história seguisse outro rumo.

    Yamamoto

    Contra a guerra
    A descoberta das cartas, uma datada em 31 de maio de 1938 e a outra em 8 de dezembro de 1941, mostram o verdadeiro sentimento do oficial japonês em relação à guerra. “Eu sou contra a vontade popular (de nos aliar à Alemanha e à Itália) e vou descobrir as dificuldades de pensar assim”, registrou na primeira mensagem. “Alguém sabe o tamanho da dificuldade de colocar a vida em risco por discordar de algo que é senso comum?”, questionou.

    As correspondências originais ficaram em poder do vice-almirante Teikichi Hori (1883-1959), um grande amigo de Yamamoto, e estavam escondidas esse tempo todo entre os pertences do oficial na casa do neto dele.

    Elas vieram à tona depois que pesquisadores do Arquivo Histórico descobriram que Yamamoto era contra o Pacto Tripartite – o acordo assinado em Berlim em 27 de Setembro de 1940 pelos representantes da Alemanha nazista, da Itália fascista e do Japão, e que formalizou a aliança conhecida como Eixo.

    Akiko Yasuda, pesquisadora-chefe, contou à imprensa japonesa que eles haviam achado fragmentos das idéias de Yamamoto nos arquivos de Hori. “Mas tínhamos dúvida se as frases eram realmente do almirante. No entanto, a descoberta (das cartas originais) prova a veracidade”, disse.

    Agora, as peças estão sob os cuidados do governo de Oita, província natal de Hori, e se encontram no Arquivo Histórico de Sabedoria Antiga da Prefeitura de Oita.

  • Net rooms / Microquartos

    NetRoom

    Quartos minúsculos para aluguel – alguns medem menos de 2 metros quadrados – ficaram muito populares no Japão nos últimos anos.

    Antes usados apenas para um pernoite, eles se tornaram, desde a crise econômica de 2008/2009, abrigo temporário para uma classe de pessoas pobres que cresce nas grandes cidades japonesas.

    Este mercado, dirigido em sua maioria a estudantes ou trabalhadores temporários solteiros, aumentou e vem atraindo investimentos de empresas no ramo.

    Quitinetes de até 15 metros quadrados foram divididas em diversos quartos, que são alugados por curto período de tempo. Banheiro e cozinha são de uso coletivo.

    A diária varia de US$ 9 a US$ 30 dólares, dependendo do tamanho do quarto e dos serviços oferecidos.

    Se o aluguel for mensal, o hóspede desembolsa no mínimo US$ 270. Os pequenos quartos são a alternativa mais barata para sair das ruas.

    “Com a chegada da crise, no final de 2008, registramos uma ocupação de até 95% dos nossos apartamentos”, conta Koji Kawamata (foto), na época da entrevista, gerente geral da Tsukasa Urban Development, que oferece quartos com um computador e acesso a internet para procura de emprego, batizados pela empresa de “net rooms”.

    A Tsukasa tem cerca de 2,8 mil quartos disponíveis para aluguel em Tóquio, a maioria com cerca de 3 metros quadrados.

    Diferente dos famosos hotéis cápsulas e dos internet cafés, que também permitem um pernoite e são baratos, os microquartos garantem ao usuário um pouco mais de conforto – apesar do espaço ser suficiente apenas para um adulto se deitar.

    “É ótimo também para pessoas que não têm salário muito alto como eu e querem mais privacidade”, sugere Tomoaki Yoshikawa, de 37 anos.

    Ele usou um “net room” por alguns meses e hoje, após conseguir um emprego, vive num apartamento um pouco maior, de cerca de 13 metros quadrados.

    Segundo as empresas que alugam quartos temporários, a maioria dos clientes é do sexo masculino e está na faixa etária dos 30 aos 60 anos. Do final de 2008 para cá, muitos desempregados que recebem o seguro desemprego passaram a usar o serviço.

    A procura é grande também por pessoas que vêm do interior. O japonês Hiyama, de 41 anos, é um exemplo. Ele deixou a cidade de Hiroshima, depois de perder o emprego, para tentar a sorte na capital japonesa.

    “Vim com a intenção de fazer qualquer coisa, mas não achei que ia ser tão difícil”, conta ele.

    Hiyama ganha pouco – o valor ele não revela -, mas o suficiente para pagar as contas.

    “Alugar um desses quartos também ajuda na hora de procurar emprego, pois geralmente as empresas pedem um endereço fixo”, conta o japonês.

    (matéria publicada originalmente pela BBC Brasil, em 2009, e adaptada para o blog. Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090413_microquartos_japao_dg.shtml)

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    NetRoom2Tiny rooms for rent – some of them measuring less than 2 square meters – became very popular in Japan in recent years.

    In the past they were used only for an overnight stay, but since the economic crisis of 2008/2009, they became temporary shelter for a class of poor people that is growing in major Japanese cities.

    This business has increased and been attracting investments. Most who use this service are student or single worker.

    Kitchenettes up to 15 m were divided into several rooms which are rented for a short period of time. Bathroom and kitchen are common use.

    The rate ranges from $ 9 to $ 30 dollars per day, depending on the room size and services offered.

    If the rent is monthly, the guest pays at least $ 270. The small rooms are a cheaper alternative to get off the streets.

    “After the crisis in late 2008, we recorded an occupancy of up to 95% of our apartments,” says Koji Kawamata (pictured), at the time of the interview, general manager of Tsukasa Urban Development, which offers rooms with a computer and internet access for job search, baptized by the company as “net rooms”.

    The Tsukasa has about 2800 rooms available for rent in Tokyo, most with about 3 square meters.

    Unlike the famous capsule hotels and internet cafes, which also allow an overnight stay and are cheap, the net rooms guarantee the user a little more comfort – despite the space is just enough for an adult to lie down.

    “It is also great for people who do not have very high salary like me and want more privacy”, suggests Tomoaki Yoshikawa, 37.

    He used a “net room” for a few months and today, after getting a job, lives in an apartment a little bigger, about 13 square meters.

    According to the companies that rent this kind of rooms, the majority of customers are male and are between the ages of 30 to 60 years. From late 2008 to now, many unemployed who are receiving unemployment insurance started to use the service.

    The demand is great also for people coming from countryside. The Japanese Hiyama, 41, is an example. He left the city of Hiroshima, after losing his job to try his luck in the Japanese capital.

    “I came with the intention to do anything, but I didn’t thought it would be so difficult”, he says.

    Hiyama earns little – he does not reveal the value – but enough to pay the bills.

    “Rent one of these rooms also helps when applying for jobs, because companies usually ask for a fixed address,” said the Japanese.

    (Article published originally by BBC Brazil, in 2009, and tailored to the blog. Link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090413_microquartos_japao_dg.shtml)

  • Ecotaxi

    ecotaxiJá vi este tipo de bicicleta-táxi em vários lugares do mundo. A ideia nasceu, na verdade, em Berlim (Alemanha) em 1997. No Japão, diversas cidades adotaram o sistema. Em Tóquio, nos principais bairros turísticos é possível encontrar alguns deles rodando pela rua. A grande vantagem, propagam os defensores deste sistema de transporte, é a baixa emissão de CO2.

    Com a atual discussão sobre conservação do meio ambiente e meios de controlar a emissão do dióxido de carbono, sem contar o cada vez mais caótico trânsito nas grandes cidades, o “ecotaxi” pode ser uma boa solução.

    Outro dia andei em um. O que achei bacana é que o ciclista/condutor, além de te levar para o lugar determinado, conta coisas interessantes sobre os lugares pelos quais vai passando. Eles oferecem também tours de 30 minutos ou 1 hora.

    Aproveitei e sondei a profissão. Eles ganham bem, apesar de todo esforço físico que fazem. Tiram em média, segundo meus cálculos, cerca de 20 mil ienes por dia (quase 200 dólares), o que daria uns 500 mil ienes (cinco mil dólares) se trabalhar 25 dias por mês e tiver pelo menos dez clientes por dia. Nada mal. Mas eles têm de fazer curso, a bicicleta é cara e tem de ter uma licença especial para trabalhar.

    Quando fui à Munique (Alemanha), também andei em um ecotaxi. Lá, a maioria dos ciclistas/condutores é imigrante do leste europeu. E a média por lá é de 250 euros por dia (cerca de 25 mil ienes). O diferencial é que na capital da Bavária você pode alugar facilmente uma destas bicicletas e não precisa de licença especial. Uma boa opção de bico para as férias não?

    Aqui um link útil sobre o ecotaxi no Japão: http://www.velotaxi.jp/

    I’ve seen this type of bicycle-taxi in various places around the world. The idea was actually born in Berlin (Germany) in 1997. In Japan, several cities have adopted the system. In Tokyo, you can find some of them running down the street of the main tourist districts. They say the big advantage of this transport system is the low CO2 emissions.

    When we think about the current discussion about conservation of the environment and ways to control the emission of carbon dioxide, not to mention the increasingly chaotic traffic in big cities, “ecotaxi” can be a good solution.

    The other day I tested one. The interesting thing is that the rider/driver not only drives you to the specific place but also tells you interesting things about the places you pass through. They also offer 30 minutes or 1 hour tours.

    I was excited and did a simple research about this profession. They earn well, despite all physical effort they make. They can earn, according to my calculations, about 20 thousand yen per day (almost $ 200), which would give about 500 thousand yen (five thousand dollars) if you work 25 days per month and have at least ten customers per day. Not bad. But they do have to do a course, the bike is expensive and must have a special license to work.

    When I went to Munich (Germany), also used a ecotaxi. There, most riders/drivers are immigrants from Eastern Europe. And there they earn an average of 250 euros per day (about 25,000 yen). The difference is that in the Bavarian capital you can easily rent one of these bikes and requires no special license. A good option for vacations, don’t you think so?

    Here a useful link on ecotaxi in Japan: http://www.velotaxi.jp/

  • Bicicletas / Bikes

     

    Mais uma foto, para aproveitar o momento primaveril.

    Enjoying the spring time I am posting another bike’s photo.

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  • Bicicletas / Bikes

    Projeto bicicleta: As bicicletas são um dos meios de transporte mais importantes no Japão. Começo aqui uma série de fotos com foco nelas.

    Bikes project: Bicycles are one of the most important means of transport in Japan. I start here a series of photos focusing on them.

    bicicleta

  • Asakusa

    Asakusa

    Asakusa é um dos locais em Tóquio onde o turista vai encontrar tradição e modernidade convivendo lado a lado. A região abriga a maior quantidade de prédios e casas dos anos 50 da cidade (Tóquio foi praticamente destruída por bombardeios na 2ª Grande Guerra) e agora ganhou a mais alta e moderna torre do mundo. É famoso também por abrigar grandes festivais de rua – entre eles o Carnaval de Asakusa, sempre no final de agosto, com desfiles de escolas de samba, cópia do evento do Rio de Janeiro. Aqui um top 5 de atrações imperdíveis no bairro. Fotos: ©Ewerthon Tobace

    1. Templo Senso-ji

    Diz a lenda que dois irmãos pescadores teria encontrado uma imagem de Kan’non, a deusa da misericórdia, no rio Sumida e por isso teriam erguido um templo ali. A construção imponente e os portões com as lanternas vermelhas gigantes de papel são um dos cartões-postais mais populares de Tóquio. Divirta-se entre as centenas de barraquinhas de quinquilharias e comida no bulevar entre o portão principal e o templo. (2-3-1, Asakusa, Taito-ku, Código Postal 111-0032, gratuito)

    Foto: © Y.Shimizu/© JNTO

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    2. Restaurante Daikokuya

    Não se assuste com a fila do lado de fora e não saia de Asakusa sem experimentar o famoso tempurá deste restaurante, com mais de 100 anos de tradição. O prato mais popular ali, chamado de tendon, é composto de camarões gigantes e legumes da estação empanados e fritos, dispostos sobre uma porção de arroz e regado com um molho à base de shoyu (molho de soja) – a receita é segredo de família e passada de geração para geração. Ok, o aspecto não é dos melhores. Mas vale a pena experimentar. Detalhe: fui sozinho e não precisei esperar na fila, pois eles têm uma mesa coletiva onde acomodam os “solitários”. (1-38-10 Asakusa, Taito-ku,Código Postal: 111-0032, Telefone: 03-3844-1111,  http://www.tempura.co.jp/, a partir de ¥1.500)

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    3. Doces Nishiyama

    Em 2012, a loja completou 160 anos produzindo artesanalmente doces típicos japoneses. Apesar de não agradar muito o paladar brasileiro, os doces feitos à base de feijão do tipo azuki são os mais populares ali. Experimente também o sorvete de chá verde. O lugar é pequeno, tem alguns objetos antigos e o atendimento, como na maioria dos lugares aqui no Japão, é impecável. Vale muito a pena a visita. (2-19-10 Kaminarimon, Taitou-ku, código postal: 111-0034, telefone: 03-5830-3145, http://www.asakusa-nishiyama.com, o combo da temporada sai por ¥780)

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    4. Passeio de barco

    O passeio pelo rio Sumida oferece uma visão diferente da capital japonesa. São várias as rotas e é possível comprar a passagem somente até um dos outros pontos de embarque. As diversas pontes no caminho recontam a história e mostram toda a evolução da cidade. (1-1-1 Hanakawado, Taito-ku, código postal: 111-0033, telefone: 0120-977311,   http://www.suijobus.co.jp/, a partir de ¥720)

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    5. Tokyo Sky Tree

    No dia 22 de maio de 2012, Tóquio ganhou a mais alta torre de radiodifusão do mundo, com 634 metros, e os turistas, um observatório de onde se tem uma visão privilegiada da metrópole. (1 Oshiage, Sumida-ku, telefone: 03-6658-8012, http://www.tokyo-skytree.jp/english/, a partir de ¥ 2.000)

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    Asakusa is one of the places in Tokyo where tourists will find tradition and modernity living side by side. The region is home to the largest number of buildings constructed in the 50s (Tokyo was practically destroyed by bombing in the 2nd World War) and now is home of the highest tower in the world. It is also famous for hosting street festivals – including Asakusa Carnival, always in late August, with samba teams like the event in Rio de Janeiro. Here’s a top 5 must-see attractions in the neighborhood. Photo: © Ewerthon Tobace

    1. Senso-ji

    According to the legend two fishermen brothers have found a picture of Kan’non, the goddess of mercy, at the Sumida River and therefore would have erected a temple there. The construction and imposing gates with giants red lanterns are one of the most popular postcards of Tokyo. Enjoy the hundreds of stalls of trinkets and food on the boulevard between the main gate and the temple. (2-3-1, Asakusa, Taito-ku, ZIP 111-0032, free)

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    2. Daikokuya Restaurant

    Do not be alarmed by the queue outside and do not leave Asakusa without trying the famous tempura restaurant with over 100 years of tradition. The most popular dish there called tendon consists of big shrimp and seasonal vegetables breaded and fried, arranged on a portion of rice and drizzled with a sauce based on shoyu (soy sauce) – the recipe is a family secret and it is passed on from generation to generation.  (1-38-10 Asakusa, Taito-ku, Postal Code: 111-0032, Phone: 03-3844-1111, http://www.tempura.co.jp/, from ¥ 1,500)

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    3. Sweets Nishiyama

    Last year, the store completed 160 years producing handmade Japanese sweets. Despite not like much the foreign palate, sweets made from azuki (bean type) are popular there. Also try the green tea ice cream. (2-19-10 Kaminarimon, Taitou-ku, postcode: 111-0034, Phone: 03-5830-3145, http://www.asakusa-nishiyama.com, the combo of the season goes for ¥ 780)

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    4. Boating

    The tour at the Sumida River offers a different view of the Japanese capital. There are various routes and you can buy a ticket to one of the other points of embarkation. The several bridges on the way tell us the story of Tokyo and show the whole evolution of the city. (Hanakawado 1-1-1, Taito-ku, postcode: 111-0033, Phone: 0120-977311, http://www.suijobus.co.jp/, from ¥ 720)

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    5. Tokyo Sky Tree

    On May 22, 2012, Tokyo built the tallest tower in the world, with 634 yards. And tourists have now an observatory from where you have a privileged view of the metropolis. (1 Oshiage, Sumida-ku, tel: 03-6658-8012, http://www.tokyo-skytree.jp/english/, from ¥ 2,000)

    TokyoSkyTreeTexto originalmente publicado na revista Viagem e Turismo do ano passado (reeditado para este blog) / Text originally published in Viagem e Turismo magazine (reissued for this blog)

  • Festival da fertilidade – Festival of the Steel Phallus

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    Anote a data: primeiro domingo de abril. Se estiver a fim de um programa diferente, neste dia é realizado, todos os anos, o Festival da Fertilidade, em Kawasaki (província de Kanagawa). Já fiz algumas matérias sobre o tema.

    O Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço, atrai tudo que é tipo de público – desde pessoas que acreditam no culto ao órgão, que é reverenciado como se fosse algo divino, a turistas e curiosos, que querem tirar fotos inusitadas e rir um pouco.

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    No ponto alto da festa, duas esculturas de pênis gigantes saem pelas ruas. Alguns dos homens que carregam o chamado mikoshi, ou espécie de templo portátil, se vestem com roupas de mulher. A tradição indica que esse ritual aumenta a fertilidade dos envolvidos.

    O templo foi construído há mais de 150 anos, no Período Edo (1603-1867). Os monges do templo também divulgam uma história folclórica sobre o deus local.

    Segundo a lenda, um demônio com dentes afiados teria se escondido na vagina de uma jovem e castrado dois homens durante a noite de núpcias. Então, um ferreiro teria construído um falo de aço para quebrar os dentes do demônio.

    Hoje, como atrai muitos turistas e homossexuais, o festival serve também para fazer campanhas de prevenção à aids.

    O festival é realizado há quatro décadas. Em um país com um índice relativamente baixo de natalidade, a festa acaba se tornando um incentivo aos casais.

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    Mais informações no site oficial do evento: http://tomuraya.co.jp/wakamiya-10.htm (em japonês).

    Aqui um vídeo que fiz para a BBC Brasil.

    [youtube=http://youtu.be/EHxNBE4PeZo]

     

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    First Sunday of April. At this day is held every year the Festival of Fertility in Kawasaki (Kanagawa Prefecture). I did some stories about this topic.

    The Kanamara Matsuri, or Festival of the Steel Phallus, attracts every kind of audience – from people who believe in the cult of the body, which is revered as something divine, and curious tourists, who want to take pictures and laugh.

    At the height of the party, two giant penis sculptures go out to the streets. Some of the men who carry the mikoshi, or sort of portable temple, dress up in women’s clothes.

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    The temple was built more than 150 years ago, in the Edo Period (1603-1867). The monks of the temple also disclose a folk story about the local god.

    According to the legend, a demon with sharp teeth would be hidden in the vagina of a young girl and castrated two men during the wedding night. Then, a blacksmith would have built a steel phallus to break the demon’s teeth.

    Today, the event attracts many tourists and homosexuals and also serves to make AIDS prevention campaigns.

    The festival is held for four decades. In a country with a relatively low birth rate, the event eventually becomes an incentive for couples.

    More information on the official website of the event: http://tomuraya.co.jp/wakamiya-10.htm (in Japanese).