Category: Japão

  • O despertar

    🇧🇷 Um fogo subia pelas entranhas enquanto o beijava. Nunca desejei tanto uma pessoa. Nunca achei que pudesse sentir tal sensação de prazer. Fazia tão pouco tempo que o conhecia, mas, de alguma forma, meu sexto sentido dizia que seria diferente desta vez. Tinha escolhido um caminho sem volta e, ali na cozinha, as sacolas de compras espalhadas pelo chão foram se misturando às nossas roupas. Aproveitava o momento, mas não deixava de me questionar se aquilo era certo; se deveria ser mais cautelosa. Deveria interromper a felicidade? Afinal, já havia experimentado demais o amargo sabor da perda. Mas me entreguei e deixei que o êxtase se manifestasse e, quando me dei conta, já estava amando novamente.

    ©Ewerthon Tobace, da série minicontos de amor, Dezembro/2021

    All pictures are mine. Photos: ©ETo2019

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  • Himeji Castle / Castelo de Himeji

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    [ENG] I have a fascination for castles. I have visited some in Europe and also here in Asia. As I walk around the rooms, I try to imagine how many people have been there, what they were doing, how they lived, and their entire construction process. History has always been one of my favorite subjects in school. As I began to visit the places I studied in books, this interest increased.

    Some time ago I finally got to know the famous Himeji Castle in Hyogo Prefecture. For those who wondering which castle to visit in Japan, this is one of my favorites. In addition, the region offers a wide range of sightseeing and immersion options in Japanese culture.

    It is located about 30 minutes by bullet train west of Osaka and Kobe and is considered the epitome of the Japanese feudal castle.

    This Japanese National Treasure and World Heritage Site has as its main feature the elegant whitewashed structure. Because of its whiteness and majesty, the Japanese dubbed it “White Heron Castle”.

    Completed in the early 17th century, Himeji offers daily guided tours in Japanese and English.

    Click here to get the directions. And here you will find more about this castle.

    [PORT] Tenho um fascínio por castelos. Já visitei alguns na Europa e também aqui na Ásia. Ao caminhar pelos cômodos, tento imaginar quantas pessoas já passaram por ali, o que faziam, como viviam e todo o processo de construção deles. História sempre foi um dos meus temas favoritos e uma das matérias que mais gostava na escola. Quando comecei a conhecer os lugares que estudava nos livros, esse fascínio aumentou.

    Tempos atrás fui finalmente conhecer o famoso Castelo de Himeji, na província de Hyogo. Para quem está na dúvida de qual castelo visitar no Japão, este é um dos meu favoritos. Além disso, a região oferece uma grande variedade de opções de passeios e imersão na cultura japonesa.

    Está localizado cerca de 30 minutos de trem-bala a oeste de Osaka e de Kobe, e é considerado o epítome do castelo feudal japonês.

    Este tesouro nacional japonês e Patrimônio da Humanidade tem como principal característica a elegante estrutura caiada de branco. Por causa da sua brancura e majestosidade, os japoneses o apelidaram “Castelo da Garça Branca”.

    Concluída no início do século XVII, Himeji oferece visitas guiadas diárias em japonês e inglês. Veja aqui como chegar no castelo. E neste link informações gerais sobre o castelo, em inglês.

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  • BW Japan / Japão em PB

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    [ENG] I love black and white pictures. Here I will post some shots I took here in Japan.

    [PORT] Adoro fotografia em preto e branco. Vou postar alguns cliques que fiz aqui no Japão.

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  • Tokyo flowers / Flores de Tóquio

     

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    [ENG] One of the things I love most about Japan is the caring for the cleanliness and conservation of public spaces, and that includes planting flowers and plants. Sometimes they exchange the entire flower bed for seasonal flowers.

     

    [PORT] Uma das coisas que adoro no Japão é o cuidado com a limpeza e conservação dos espaços públicos, e isso inclui o plantio e manutenção de flores e plantas. Muitas vezes, eles trocam todo o canteiro por flores da época.

     

     

     

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  • Books & Bed / Livros & Cama

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    [ENG] I found the book lovers paradise! A self-proclaimed “accommodation bookshop” Book and Bed Tokyo is essentially a library that guests can snooze in. This affordable hostel has room for 55 guests and a selection of more than 2000 books and magazines in Japanese, English and some in Spanish. The hotel’s website explains: “there are no comfortable mattresses, fluffy pillows nor lightweight and warm down duvets”. Rhater, guests are invited to read until the words blur into dreams.

    [POR] Encontrei o paraíso para amantes de livros, como eu! Essa “livraria com acomodação”, a Book and Bed Tokyo, é essencialmenteuma biblioteca onde os hóspedes podem tirar uma soneca. Visitei o albergue de Ikebukuro (eles têm vários endereços), que tem capacidade para 55 pessoas e uma seleção de mais de 2000 livros e revistas em japonês, inglês e alguma coisinha em espanhol. O site do hotel já deixa claro: “aqui não há colchões confortáveis, travesseiros fofinhos nem endredons leves e quentinhos”. Em vez disso, os hóspedes são convidados a ler até que as palavras se transformem em sonhos.

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  • Japan in slow motion – summer

     

    Mais um vídeo da série Japão em Câmera Lenta. Desta vez, uma cena típica de verão: os sinos de ventos.

    This is a new video from the project Japan in Slow Motion. This time a typical summer scene: the wind chimes.

    Video project: Japan in slow motion. Projeto em vídeo: Japão em câmera lenta   © Todos direitos reservados a Ewerthon Tobace. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. All rights reserved to Ewerthon Tobace. This material can not be published, broadcast, rewritten or redistributed without permission.

  • Vai uma Coca-cola de alho?

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    Takko é uma pequena vila com aproximadamente 6 mil habitantes localizada no extremo nordeste do Japão, na província de Aomori. Com uma inteligente jogada de marketing, ela conseguiu sair do anonimato e ganhou destaque no país todo com suas criações a base de alho.

    A cidade ganhou o título de capital japonesa do alho, e seu mais novo invento que chegou ao mercado é uma bebida gaseificada à base de cola.

    Batizado de “Jats Taccola”, o refrigerante foi lançado em janeiro deste ano e só pode ser comprado pela internet.

    A meta original, segundo Keiko Sato, da Central do Alho de Takko, era vender 500 unidades por mês. “Mas a venda do produto foi acima do esperado e o estoque que pensávamos levar um ano para vender acabou-se em um mês e meio”, conta a relações públicas à BBC Brasil.

    Tudo por causa da grande exposição que o produto ganhou na imprensa japonesa.

    Diante do perigo de, literalmente, sumir do mapa por causa da queda da população japonesa, dezenas de municípios passaram a investir em produtos locais na tentativa de revitalizar a economia.

    Segundo um relatório divulgado em 2014 por uma subcomissão do Conselho de Política do Japão, quase metade dos municípios de todo o país poderão ter dificuldades para continuar operando normalmente até 2040 por causa da falta de nascimentos de crianças e do rápido envelhecimento da população.

    Para tentar amenizar o problema, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe chegou a investir no ano passado cerca de R$ 95 bilhões para estimular as economias regionais.

    O investimento inclui projetos de infraestrutura, como estradas e linhas ferroviárias. Mas Abe lembrou que as cidades precisam buscar também soluções.

    Foi o que fez Takko.

    A província de Aomori é responsável por cerca de 70% da produção de alho do Japão, e Takko contribui com cerca de 1,1 mil toneladas anuais das 14 mil produzidas pela região.

    Mesmo não sendo a maior produtora local, é a única que destina parte da produção para criação de produtos. Por isso, sempre é destaque na imprensa.

    Entre as invenções inusitadas estão uma cerveja e um sorvete. Também já criaram um saquê, produtos de limpeza e suplementos alimentares. Tudo com gosto de alho, claro.

    “Criar produtos tem sim o objetivo de aumentar as vendas de alho”, admite Keiko.

    Além disso, a estratégia é atrair a atenção do japonês para a pequena vila.

    Desde que começou a criar produtos, no final dos anos 90, Takko passou a atrair um grande número de turistas, curiosos para conhecer a capital nacional do alho.

    Atualmente, por ano, cerca de 20 mil pessoas visitam o pequeno município.

     

    Leia a matéria completa aqui.

     

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  • 4 anos depois

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    Quatro anos já se passaram desde o terremoto e o tsunami que devastaram o litoral nordeste do Japão. Desde então, a população local, aos poucos, se reestruturou.

    Mas a economia da província de Fukushima, que enfrentou ainda o vazamento da usina nuclear de mesmo nome, não consegue retomar os trilhos – e lidar com o preconceito contra os produtos locais, uma verdadeira “maldição”.

    Os setores que mais sofrem são o agropecuário, o de pesca e o de turismo. O medo de que os produtos estejam contaminados afasta o consumidor e também turistas, apesar das garantias das autoridades de que eles são completamente seguros para consumo humano.

    Uma pesquisa feita pela Agência Japonesa de Assuntos do Consumidor mostrou que esse temor cresceu ainda mais no ano passado, mesmo o governo adotando medidas restritas de medição do nível de radioatividade de produtos locais.

    O Ministério da Agricultura, Pesca e Floresta admitiu que está difícil convencer os japoneses, e mais ainda os estrangeiros, de que os produtos são realmente seguros.

    O mercado de peixes de Iwaki: turistas e consumidores desapareceram

    A desconfiança em relação à carne bovina da região, por exemplo, fez com que ela ficasse 10% mais barata do que a produzida em outras regiões do país.

    Em 2010, um ano antes da tragédia, Fukushima vendeu 153 toneladas de produtos agropecuários para outras regiões e também para o exterior. No ano seguinte, após o desastre, foram apenas 17 toneladas e a situação só piorou.

    Em 2012, a província vendeu apenas 2 toneladas de produtos.

    Promoções

    Alguns supermercados fazem promoções e vendem pacotes embalados de legumes e vegetais quase duas vezes maiores do que o habitual pela metade do preço. Mesmo assim, os produtos ficam encalhados.

    “Muitos lojistas não dizem abertamente que não vão comprar produtos de Fukushima, mas eles nunca compram”, reclama Hiroyuki Kurahashi, 41, proprietário de uma fábrica de saquê – um dos produtos mais tradicionais da região – e presidente da Associação de Produtores de Saquê de Fukushima.

    Desde o desastre de 2011, Kurahashi não para de receber telefonemas de consumidores preocupados. “Um deles me disse que recebeu nosso saquê de presente de um amigo e perguntou como fazer para devolvê-lo para nós. Eu disse para jogar fora o conteúdo se não quisesse beber, mas ele disse que isso poderia contaminar seu lugar”, conta.

    FukushimaPeixeO peixeiro Takayuki Ueno, 46, que gerencia um pequeno negócio perto do porto, também não tem muitas esperanças de uma reviravolta no mercado. “Essa situação deve se estender por uns 10 anos”, calcula ele.

    Takayuki Ueno não acha que a situação vá melhorar nos próximos dez anos

    Os cálculos de Ueno batem com a estimativa do governo, que diz que o setor pesqueiro da região levará dez anos para voltar à situação anterior ao tsunami.

    Enquanto os peixes não saem da geladeira na mesma velocidade que chegam, o peixeiro conta com a ajuda financeira do governo.

    “Não tem outra alternativa. Então, temos de tocar a vida”, suspira.

     

    Leia matéria completa aqui.

     

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