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  • A viagem

    Uma lágrima escorre. E outra. E mais outra. Enquanto o avião ganha altura, um último olhar para a cidade. Na mente, subitamente, vem a imagem de uma cena de Peter Pan: a da viagem à Terra do Nunca, quando a cidade vai ficando pequena, distante… 

    Rostos queridos aparecem entre as estrelas coladas no céu escuro. A saudade, sempre impetuosa, aperta sem dó a alma. Não há volta. A próxima via de retorno só daqui a 12 horas – ou uma década, como planejado. Então, outra lágrima desliza pelo rosto, já visivelmente abatido pelo tempo…

    ©Ewerthon Tobace, da série minicontos de amor, Dezembro/2021

    Arte/Illustration: ©ETo2021

    © Todos direitos reservados à Ewerthon Tobace. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. © All rights reserved to Ewerthon Tobace. This material can not be published, broadcast, rewritten or redistributed without permission.

  • Lanterns / Lanternas

    🇬🇧Sophisticated Hoshinoya Tokyo, located in the Otemachi district of the Japanese capital, has launched the “Tokyo Dinner with Lanterns” service, which allows customers to enjoy meals safely against SARS-CoV-2. The hotel’s Instagram generated a lot of engagement, with people commenting that the partitions had a “sci-fi feel”, were “futuristic” and “had a strong impact”.

    The hotel, operated by Hoshino Resorts Inc., had limited use of guest dining spaces as a protective measure against the spread of the virus. Hotel guests paying 30,000 yen (about $260) can invite other outsiders to dine with them under the dividers. The use of the “dinner lantern” service is limited to one group per day.

    🇧🇷O sofisticado Hoshinoya Tokyo, localizado no distrito de Otemachi, na capital japonesa, lançou o serviço “Jantar com lanternas em Tóquio”, que permit os clientes desfrutarem das refeições de forma segura contra o SARS-CoV-2. A foto postada na conta do Instagram do hotel gerou muito engajamento, com pessoas comentando que as partições tinham uma “sensação de ficção científica”, eram “futurísticas” e “tinham um forte impacto”.

    O hotel, operado pela Hoshino Resorts Inc., tinha uso limitado de espaços de refeições para hóspedes como uma medida de proteção contra a propagação do vírus. Os hóspedes do hotel que pagam 30.000 ienes (cerca de 260 dólares) podem convidar outras pessoas de fora para jantar com eles sob as divisórias. A utilização do serviço “jantar lanterna” está limitada a um grupo por dia.

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    #hoshinoyatokyo#hoshinoyahotel#lantern#virus#tokyo#japan

    Photos: ©Hoshinoya Tokyo/2021

  • Books & Bed / Livros & Cama

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    [ENG] I found the book lovers paradise! A self-proclaimed “accommodation bookshop” Book and Bed Tokyo is essentially a library that guests can snooze in. This affordable hostel has room for 55 guests and a selection of more than 2000 books and magazines in Japanese, English and some in Spanish. The hotel’s website explains: “there are no comfortable mattresses, fluffy pillows nor lightweight and warm down duvets”. Rhater, guests are invited to read until the words blur into dreams.

    [POR] Encontrei o paraíso para amantes de livros, como eu! Essa “livraria com acomodação”, a Book and Bed Tokyo, é essencialmenteuma biblioteca onde os hóspedes podem tirar uma soneca. Visitei o albergue de Ikebukuro (eles têm vários endereços), que tem capacidade para 55 pessoas e uma seleção de mais de 2000 livros e revistas em japonês, inglês e alguma coisinha em espanhol. O site do hotel já deixa claro: “aqui não há colchões confortáveis, travesseiros fofinhos nem endredons leves e quentinhos”. Em vez disso, os hóspedes são convidados a ler até que as palavras se transformem em sonhos.

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    All photos are mine. Photos: ©ETo2019

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  • Tokyo streets / Ruas de Tóquio

    Uma linda e convidativa entrada de um restaurante em Tóquio.

    A beautiful and inviting entrance to a restaurant in Tokyo.

     

    Photo: ©ETo2019

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  • Mangá x pratos

    combination_pinkA artista japonesa Mika Tsutai criou uma série de pratos no estilo mangá que interagem de forma divertida e criativa com a comida.

    Segundo ela, a intenção é fazer com que os alimentos se transformem em elemento gráfico das estampas das louças. Em alguns casos, a artista consegue até montar pequenas cenas, como uma página de desenhos em quadrinhos.

    “Meu objetivo é criar peças que estimulem a imaginação das pessoas”, disse a jovem à BBC Brasil.

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    O trabalho é, na verdade, o projeto de conclusão do curso de design de produtos do Instituto de Tecnologia de Kyoto. Mas Mika já pensa em negociar as peças com restaurantes e lanchonetes.

    “Estou trabalhando na criação de novos pratos para apresentar aos restaurantes”, contou a artista, que ganhou destaque nas principais revistas e sites de design e arte do Japão e também de outros países com a série de pratos. Mika também já ganhou prêmios por outros trabalhos na área de arte, design e fotografia.

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    A ideia surgiu depois que Mika passou a se interessar por marmitas decoradas – algo bastante popular no Japão, onde grande parte da população prepara ou compra marmitas para levar ao trabalho, à escola ou a parques.

    “No entanto, percebi que no caso da marmita a arte estava só na comida. Não existia um recipiente especial, por isso tive a ideia de criar os pratos”, explica a artista, fã também dos mangás.

     

    Matéria feita por mim, originalmente publicada pela BBC Brasil. Para ver a galeria completa de fotos dos pratos clique aqui.

  • Barcode / Código de barras

     

     

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    Desde a popularização dos celulares com câmera, muitas empresas japonesas passaram a adotar o QR code. Mas os tradicionais códigos de barra ainda estão por ai. Uma empresa de comunicação de Tóquio, chamada Design Barcode Inc. – デザインバーコード – (http://www.d-barcode.com/barcodes.html), achou um jeito divertido de aproveitar o espaço nas embalagens. Eles criam códigos de barras divertidos. E criatividade não falta. Fiz uma matéria sobre o tema há dois anos para a extinta revista Made in Japan, e entrevistei o diretor de criação da empresa, Takamitsu Kamakura. Ganhei um livro que eles produziram com esses códigos de barra.

    A ideia revolucionária destes códigos de barras acabou projetando a agência, que faturou em 2005 o Good Design Award, em 2006 o Prêmio Directors Club, e no mesmo ano o Cannes Lions International Award Titanium de Publicidade!

    Minoru Yoshida, fundador da agência e que infelizmente faleceu no início deste ano, sempre disse que o objetivo era buscar uma nova forma de comunicação com os consumidores. Ele queria fazer “anúncios tão bons que as pessoas acabariam dispostas a pagar para vê-la”. E funcionou bem. Hoje, muitas pessoas “pagam para ver os anúncios.” Alguns até colecionam esses códigos de barras.

    Quem estiver no Japão, não deixe de procurar nas lojas de conveniência e supermercados embalagens com esses códigos de barras.

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    Since the mobile phones with camera became popular, many Japanese companies began adopting the QR code. But the traditional barcodes are still around. A communication company in Tokyo, called Design Barcode Inc. – デザインバーコード – (http://www.d-barcode.com/barcodes.html), found a funny way to utilize the space on packaging. They created funny barcodes. And they are very creative. I did an article on the subject two years ago for the magazine Made in Japan, and interviewed the company’s creative director, Takamitsu Kamakura. They gave me a book they produced with these barcodes.

    Their revolutionary idea of designing barcodes brought them to the spotlight and they won the 2005 Good Design Award, 2006 Type Directors Club Award, and the 2006 Cannes Lions International Advertising Titanium Award!

    Minoru Yoshida, who founded the agency and who unfortunately passed away early this year, always said that the goal was to pursue a new form of communication with consumers. He wants to make “advertisements so good that people are willing to pay to see it”. And it worked well. Today, many people “pay money to see the ads”. Some collect this barcodes.

    Anyone who is in Japan, try to looking for these packaging with different barcodes.