Tag: Tóquio

  • A viagem

    Uma lágrima escorre. E outra. E mais outra. Enquanto o avião ganha altura, um último olhar para a cidade. Na mente, subitamente, vem a imagem de uma cena de Peter Pan: a da viagem à Terra do Nunca, quando a cidade vai ficando pequena, distante… 

    Rostos queridos aparecem entre as estrelas coladas no céu escuro. A saudade, sempre impetuosa, aperta sem dó a alma. Não há volta. A próxima via de retorno só daqui a 12 horas – ou uma década, como planejado. Então, outra lágrima desliza pelo rosto, já visivelmente abatido pelo tempo…

    ©Ewerthon Tobace, da série minicontos de amor, Dezembro/2021

    Arte/Illustration: ©ETo2021

    © Todos direitos reservados à Ewerthon Tobace. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. © All rights reserved to Ewerthon Tobace. This material can not be published, broadcast, rewritten or redistributed without permission.

  • Coragem

    A felicidade estava ali, na minha frente, mas não conseguia sequer abraçá-la. Algo estava errado. Sentia-me sujo, usado e descartado como se fosse um prato de papel puído. A festa já tinha acabado e eu insistia no encore

    ©Ewerthon Tobace, da série minicontos de amor, Dezembro/2021

    Arte/Illustration: ©ETo2021

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  • Para sempre

    “Eu te amo”, ouvi-a dizer ao telefone. Sabia que não era uma declaração de amor. Ela estava se despedindo. Quando desliguei o celular, um aperto tomou conta do meu peito e chorei feito uma criança. Sabia que nunca mais iria vê-la. Até hoje seu corpo não foi encontrado e, às vezes, acordo no meio da noite com uma lágrima presa nos olhos. Faria qualquer coisa só para vê-la mais uma vez e beijar seus lábios. 

    Ewerthon Tobace, da série de minicontos, 1/Dezembro/2021, baseado em depoimentos de parentes das vítimas do ataque às torres do World Trade Center)

    Arte/Illustration: ©ETo/2021

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  • Lanterns / Lanternas

    🇬🇧Sophisticated Hoshinoya Tokyo, located in the Otemachi district of the Japanese capital, has launched the “Tokyo Dinner with Lanterns” service, which allows customers to enjoy meals safely against SARS-CoV-2. The hotel’s Instagram generated a lot of engagement, with people commenting that the partitions had a “sci-fi feel”, were “futuristic” and “had a strong impact”.

    The hotel, operated by Hoshino Resorts Inc., had limited use of guest dining spaces as a protective measure against the spread of the virus. Hotel guests paying 30,000 yen (about $260) can invite other outsiders to dine with them under the dividers. The use of the “dinner lantern” service is limited to one group per day.

    🇧🇷O sofisticado Hoshinoya Tokyo, localizado no distrito de Otemachi, na capital japonesa, lançou o serviço “Jantar com lanternas em Tóquio”, que permit os clientes desfrutarem das refeições de forma segura contra o SARS-CoV-2. A foto postada na conta do Instagram do hotel gerou muito engajamento, com pessoas comentando que as partições tinham uma “sensação de ficção científica”, eram “futurísticas” e “tinham um forte impacto”.

    O hotel, operado pela Hoshino Resorts Inc., tinha uso limitado de espaços de refeições para hóspedes como uma medida de proteção contra a propagação do vírus. Os hóspedes do hotel que pagam 30.000 ienes (cerca de 260 dólares) podem convidar outras pessoas de fora para jantar com eles sob as divisórias. A utilização do serviço “jantar lanterna” está limitada a um grupo por dia.

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    #hoshinoyatokyo#hoshinoyahotel#lantern#virus#tokyo#japan

    Photos: ©Hoshinoya Tokyo/2021

  • BW Japan / Japão em PB

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    [ENG] I love black and white pictures. Here I will post some shots I took here in Japan.

    [PORT] Adoro fotografia em preto e branco. Vou postar alguns cliques que fiz aqui no Japão.

    All pictures are mine. Photos: ©ETo2019

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  • Tokyo streets / Ruas de Tóquio

    Uma linda e convidativa entrada de um restaurante em Tóquio.

    A beautiful and inviting entrance to a restaurant in Tokyo.

     

    Photo: ©ETo2019

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  • Ruas do Japão – Japan streets

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    Photo project: Japanese streets Projeto fotográfico: Ruas do Japão   © Todos direitos reservados a Ewerthon Tobace. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. All rights reserved to Ewerthon Tobace. This material can not be published, broadcast, rewritten or redistributed without permission.

  • 70 anos do bombardeio de Tóquio

     

    http://www.youtube.com/watch?v=dkFGOVpn_9k

     

    Em março de 2015 completaram-se 70 anos do bombardeio de Tóquio. Na noite entre os dias 9 e 10 de março, 334 aviões B-29 lançavam milhares de bombas incendiárias sobre Tóquio.

    Estas bombas deram início a um incêndio que matou mais de 100 mil pessoas.

    Foi um evento mais mortal que o bombardeio a Hiroshima, que matou cerca de 80 mil pessoas instanteneamente em agosto daquele mesmo ano. A bomba atômica sobre Nagasaki, por sua vez, matou cerca de 50 mil instantaneamente.

    Apesar das proporções, o bombardeio contra Tóquio foi praticamente esquecido ao redor do mundo e até mesmo no Japão.

     

    Fonte: BBC Brasil. História original aqui.

     

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    Seventy years ago on the night of 9-10 March (1945), in the Japanese capital, 334 American B-29 bombers dropped thousands of tonnes of incendiary bombs on the city’s crowded wooden neighbourhoods.

    They started a fire storm that burned at over 1,000 degrees and killed more than 100,000 people.

    It was an event that dwarfed even the atomic bombing of Hiroshima, yet it’s been all but forgotten around the world – even in Japan.

     

    tokyoFotos: Reprodução

  • O reino do peixe fresco

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    Os japoneses costumam dizer que qualquer coisa que vive na água pode ser encontrada à venda em Tsukiji, o maior e mais agitado mercado de pescados do mundo. A cada dia, 2,2 mil toneladas de pescado são comercializadas no lugar, movimentando cerca de US$ 15 milhões. Construído na região mais antiga de Tóquio – as primeiras peixarias surgiram por ali no século XVI – o espaço é o berço histórico de uma das iguarias mais adoradas do mundo e cartão de visitas da culinária nipônica: o sushi. Hoje o mercado é um dos principais pontos turísticos da capital japonesa e concentra centenas de pequenos comércios, responsáveis pelo abastecimento da maioria dos restaurantes, bares e hotéis do país. Visitei Tsukiji várias vezes para conhecer seus personagens e a diversidade e qualidade dos produtos ali vendidos. Em tempo: um passeio por lá não é completo se não culminar com a degustação do mais fresco e melhor sushi da cidade.

    Em tempo 2: Este ano, está programada a mudança de endereço do mercado. Então, corra se quiser apreciar os históricos corredores do local.

    Confira aqui a matéria publicada pela revista Status.

    Fotos: Garrie Maguire

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    © Todos direitos reservados à revista Status e Ewerthon Tobace. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. All rights reserved to Status Magazine and Ewerthon Tobace. This material can not be published, broadcast, rewritten or redistributed without permission.

  • Net rooms / Microquartos

    NetRoom

    Quartos minúsculos para aluguel – alguns medem menos de 2 metros quadrados – ficaram muito populares no Japão nos últimos anos.

    Antes usados apenas para um pernoite, eles se tornaram, desde a crise econômica de 2008/2009, abrigo temporário para uma classe de pessoas pobres que cresce nas grandes cidades japonesas.

    Este mercado, dirigido em sua maioria a estudantes ou trabalhadores temporários solteiros, aumentou e vem atraindo investimentos de empresas no ramo.

    Quitinetes de até 15 metros quadrados foram divididas em diversos quartos, que são alugados por curto período de tempo. Banheiro e cozinha são de uso coletivo.

    A diária varia de US$ 9 a US$ 30 dólares, dependendo do tamanho do quarto e dos serviços oferecidos.

    Se o aluguel for mensal, o hóspede desembolsa no mínimo US$ 270. Os pequenos quartos são a alternativa mais barata para sair das ruas.

    “Com a chegada da crise, no final de 2008, registramos uma ocupação de até 95% dos nossos apartamentos”, conta Koji Kawamata (foto), na época da entrevista, gerente geral da Tsukasa Urban Development, que oferece quartos com um computador e acesso a internet para procura de emprego, batizados pela empresa de “net rooms”.

    A Tsukasa tem cerca de 2,8 mil quartos disponíveis para aluguel em Tóquio, a maioria com cerca de 3 metros quadrados.

    Diferente dos famosos hotéis cápsulas e dos internet cafés, que também permitem um pernoite e são baratos, os microquartos garantem ao usuário um pouco mais de conforto – apesar do espaço ser suficiente apenas para um adulto se deitar.

    “É ótimo também para pessoas que não têm salário muito alto como eu e querem mais privacidade”, sugere Tomoaki Yoshikawa, de 37 anos.

    Ele usou um “net room” por alguns meses e hoje, após conseguir um emprego, vive num apartamento um pouco maior, de cerca de 13 metros quadrados.

    Segundo as empresas que alugam quartos temporários, a maioria dos clientes é do sexo masculino e está na faixa etária dos 30 aos 60 anos. Do final de 2008 para cá, muitos desempregados que recebem o seguro desemprego passaram a usar o serviço.

    A procura é grande também por pessoas que vêm do interior. O japonês Hiyama, de 41 anos, é um exemplo. Ele deixou a cidade de Hiroshima, depois de perder o emprego, para tentar a sorte na capital japonesa.

    “Vim com a intenção de fazer qualquer coisa, mas não achei que ia ser tão difícil”, conta ele.

    Hiyama ganha pouco – o valor ele não revela -, mas o suficiente para pagar as contas.

    “Alugar um desses quartos também ajuda na hora de procurar emprego, pois geralmente as empresas pedem um endereço fixo”, conta o japonês.

    (matéria publicada originalmente pela BBC Brasil, em 2009, e adaptada para o blog. Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090413_microquartos_japao_dg.shtml)

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    NetRoom2Tiny rooms for rent – some of them measuring less than 2 square meters – became very popular in Japan in recent years.

    In the past they were used only for an overnight stay, but since the economic crisis of 2008/2009, they became temporary shelter for a class of poor people that is growing in major Japanese cities.

    This business has increased and been attracting investments. Most who use this service are student or single worker.

    Kitchenettes up to 15 m were divided into several rooms which are rented for a short period of time. Bathroom and kitchen are common use.

    The rate ranges from $ 9 to $ 30 dollars per day, depending on the room size and services offered.

    If the rent is monthly, the guest pays at least $ 270. The small rooms are a cheaper alternative to get off the streets.

    “After the crisis in late 2008, we recorded an occupancy of up to 95% of our apartments,” says Koji Kawamata (pictured), at the time of the interview, general manager of Tsukasa Urban Development, which offers rooms with a computer and internet access for job search, baptized by the company as “net rooms”.

    The Tsukasa has about 2800 rooms available for rent in Tokyo, most with about 3 square meters.

    Unlike the famous capsule hotels and internet cafes, which also allow an overnight stay and are cheap, the net rooms guarantee the user a little more comfort – despite the space is just enough for an adult to lie down.

    “It is also great for people who do not have very high salary like me and want more privacy”, suggests Tomoaki Yoshikawa, 37.

    He used a “net room” for a few months and today, after getting a job, lives in an apartment a little bigger, about 13 square meters.

    According to the companies that rent this kind of rooms, the majority of customers are male and are between the ages of 30 to 60 years. From late 2008 to now, many unemployed who are receiving unemployment insurance started to use the service.

    The demand is great also for people coming from countryside. The Japanese Hiyama, 41, is an example. He left the city of Hiroshima, after losing his job to try his luck in the Japanese capital.

    “I came with the intention to do anything, but I didn’t thought it would be so difficult”, he says.

    Hiyama earns little – he does not reveal the value – but enough to pay the bills.

    “Rent one of these rooms also helps when applying for jobs, because companies usually ask for a fixed address,” said the Japanese.

    (Article published originally by BBC Brazil, in 2009, and tailored to the blog. Link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090413_microquartos_japao_dg.shtml)