Mais um vídeo da série Japão em Câmera Lenta. Desta vez, o majestoso Monte Fuji, o ponto mais alto do Japão (com 3.776 metros de altura) e símbolo do país. Ele é reconhecido como um dos patrimônios mundiais da humanidade, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Monitorado de perto por cientistas, todo ano, no verão, milhares de pessoas sobem este monte localizado a cerca de 100 km da capital japonesa, Tóquio. A última erupção foi há cerca de 300 anos.
Another video of the series Japan in Slow Motion. This time, the majestic Mount Fuji, the highest point of Japan (3776 meters high) and symbol of the country. He is recognized as one of the world heritage sites, according to the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO).
Closely monitored by scientists, every year in the summer thousands of people climb this mountain located about 100 km from the Japanese capital, Tokyo. The last eruption was about 300 years.
No Japão, este é o meio de locomoção dos policiais. Nos postos, existentes em quase todos os bairros, os policiais passam a maior parte do tempo dando informações e indicando caminho. Há sim violência por aqui, mas não dá nem para comparar com o Brasil. Infelizmente, é a segurança que me faz pensar duas vezes antes de voltar para meu querido Brasil.
In Japan, this is one of the transport used by police. At stations, existing in almost all districts, the police spend most of the time giving information and directions. There is violence here, of course, but you can not even compare with Brazil. Unfortunately, it is the security that makes me think twice before returning to my beloved Brazil.
Neste vídeo do projeto “Japão em Câmara Lenta”, a flor símbolo do país: o sakura (ou flor de cerejeira). A primavera e o outono são, para mim, as estações mais bonitas do Japão – sem contar o clima mais agradável. A floração do sakura é curta (dura apenas umas duas semanas) e são mais de 300 espécies que colorem o país todo. Essa flor tem uma simbologia muito importante para os japoneses, que adoram apreciá-la. Por isso, os jornais e revistas, além de programas de tevê, trazem especiais com guia dos principais locais e previsão do pico da florada em cada região.
In this videoof the “Japan in Slow Motion” project, the country’s symbolflower: thesakura(cherry blossom).
This is my new project: Japan in slow motion. In this video, the platform of JR Gifu station. My ideaisto show alittle bitof Japan, through videosinslow motion for you to appreciatethe details of thisfabulouscountry.
Meu novo projeto: Japão em câmera lenta. Neste vídeo, a plataforma da estação JR de Gifu.
Minha ideia é mostrar um pouquinho do Japão, através de vídeos em câmara lenta para vocês apreciarem os detalhes deste país fabuloso.
Em março de 2015 completaram-se 70 anos do bombardeio de Tóquio. Na noite entre os dias 9 e 10 de março, 334 aviões B-29 lançavam milhares de bombas incendiárias sobre Tóquio.
Estas bombas deram início a um incêndio que matou mais de 100 mil pessoas.
Foi um evento mais mortal que o bombardeio a Hiroshima, que matou cerca de 80 mil pessoas instanteneamente em agosto daquele mesmo ano. A bomba atômica sobre Nagasaki, por sua vez, matou cerca de 50 mil instantaneamente.
Apesar das proporções, o bombardeio contra Tóquio foi praticamente esquecido ao redor do mundo e até mesmo no Japão.
Seventy years ago on the night of 9-10 March (1945), in the Japanese capital, 334 American B-29 bombers dropped thousands of tonnes of incendiary bombs on the city’s crowded wooden neighbourhoods.
They started a fire storm that burned at over 1,000 degrees and killed more than 100,000 people.
It was an event that dwarfed even the atomic bombing of Hiroshima, yet it’s been all but forgotten around the world – even in Japan.
Fora do tradicional circuito turístico, Shimokitazawa é um dos bairros preferidos pelos japoneses para se visitar ou morar, pois, apesar de ser um dos mais antigos de Tóquio, está sempre se renovando. Ao mesmo tempo, consegue enganar o desenvolvimento urbano e mantém sua identidade cultural e arquitetônica. É perfeito para quem curte moda e boa comida.
Carinhosamente chamada de Shimokita, suas pequenas vielas e becos estão sempre abarrotadas de jovens estudantes, músicos e artistas em busca de inspiração. Concentra grande parte dos novos estilistas, que buscam espaço no concorrido mercado de moda japonesa.
Perca-se pelas ruas no entorno da estação. Vá bem cedo e prepare-se para andar bastante. A variedade de lojas é grande e a principal característica é o espaço diminuto. Então, não tenha pressa e repare em tudo. A BSide-Label vale uma visita. Ela fabrica e vende adesivos personalizados, muitos com personagens no estilo mangá, uma ótima opção de lembrancinha. Outra visita obrigatória é a loja Cune, que oferece uma diversidade de roupas e acessórios criados pelo estilista Hironori Yasuda. O destaque são os estranhos personagens que estampam os produtos, de cores vibrantes e tipografia elaborada.
Ficou com fome? Shimokita oferece uma profusão de pequenos restaurantes especializados em comida asiática, japonesa e internacional. Um que vale a pena uma passadinha é o vegetariano Nomin Café, que só usa produtos orgânicos e traz uma fusão de cozinha asiática com japonesa. O espaço, uma casa antiga, é um detalhe à parte, que transforma a refeição numa prazerosa viagem gastronômica. A dica é pedir o prato do dia, geralmente uma composição com várias porções diferentes de comida.
Para um brunch demorado, a sugestão é o Café e Padaria Mixture, cujo menu é basicamente de lanches e pizzas, acompanhados de suco e uma bela salada – experimente a salada de atum com abacate. Não deixe de comprar o popular e saboroso pão de café expresso.
Agora se a ideia é mergulhar na cozinha japonesa, então a dica é o restaurante Sushi Fukumoto, premiado com uma estrela no guia Michelin. O chef trabalha só com produtos frescos e sazonais, comprados diariamente por ele em Tsukiji, o maior mercado de peixes do mundo, no coração da capital japonesa. Não se esqueça de pedir uma sugestão de um bom saquê para acompanhar a refeição.
Se estiver cansado da comida japonesa, o bairro oferece um excelente bistrô, o Dill Fait Beau, cujo chef recebeu treinamento na famosa Cordon Bleu.
GUIA
BSide-Label
Kitazawa 2-36-2 Hills Shimokitazawa 102
www.bside-label.com (em japonês apenas)
Cune
Kitazawa 2-35-2
www.cune.jp/
Nomin Café
Kitazawa 2-27-8
http://hyakushow.com
Sushi Fukumoto
Daizawa 5-17-6
www17.ocn.ne.jp/~fuku3411/
Café Mixture
Kitazawa 3-31-5
www.cafe-mixture.com/
Dill Fait Beau
Kitazawa 2-37-16 1F
www.dillfaitbeau.com/
Texto originalmente escrito para a revista Dufry e adaptado para este blog.
Os japoneses costumam dizer que qualquer coisa que vive na água pode ser encontrada à venda em Tsukiji, o maior e mais agitado mercado de pescados do mundo. A cada dia, 2,2 mil toneladas de pescado são comercializadas no lugar, movimentando cerca de US$ 15 milhões. Construído na região mais antiga de Tóquio – as primeiras peixarias surgiram por ali no século XVI – o espaço é o berço histórico de uma das iguarias mais adoradas do mundo e cartão de visitas da culinária nipônica: o sushi. Hoje o mercado é um dos principais pontos turísticos da capital japonesa e concentra centenas de pequenos comércios, responsáveis pelo abastecimento da maioria dos restaurantes, bares e hotéis do país. Visitei Tsukiji várias vezes para conhecer seus personagens e a diversidade e qualidade dos produtos ali vendidos. Em tempo: um passeio por lá não é completo se não culminar com a degustação do mais fresco e melhor sushi da cidade.
Em tempo 2: Este ano, está programada a mudança de endereço do mercado. Então, corra se quiser apreciar os históricos corredores do local.
Confira aqui a matéria publicada pela revista Status.
Um prato feito de camarão vivo coberto por formigas pretas pode parecer fruto da imaginação de quem não entende nada de cozinha. Mas é uma criação do chef mais badalado da atualidade – e clientes estão pagando R$ 900 pelo menu que contém a iguaria.
O restaurante dinamarquês Noma – que ficou em primeiro lugar quatro vezes na lista do 50 melhores do mundo da revista Restaurant– se mudou, temporariamente, para a capital japonesa.
Até meados de fevereiro, aqueles que conseguirem fazer uma (disputada) reserva terão a oportunidade de experimentar um menu criado pelo “melhor chef da atualidade”, René Redzepi, exclusivamente para o público local.
Os restaurantes japoneses são famosos por servirem os pescados mais frescos do mundo. Servir animais marinhos como peixes ou crustáceos ainda vivos não é incomum no país.
Mesmo assim, o prato foi saudado na imprensa japonesa como “diferente de qualquer coisa já servida no Japão” (Japan Times).
As formigas pretas “temperam” o camarão e são chamadas, no menu do Noma, de “sabores da floresta de Nagano”, uma referência à região montanhosa no norte do Japão.
Segundo Redzepi, por causa das reservas naturais de ácido fórmico na região, as formigas dão uma leve acidez ao prato.
Mas esta não é a primeira vez que o chef trabalha com o produto. O dinamarquês já utilizou formigas em outras criações no restaurante de Copenhague.
No Japão, o restaurante ganhou o nome de Noma at Mandarin Oriental, Tokyo, e foi instalado no 37º andar do hotel, com vista para o Monte Fuji encoberto de neve.
Toda a equipe do restaurante Noma foi levada para o Japão.
A refeição completa inclui 16 pratos, mais bebida, e custa cerca de R$ 900 por pessoa. Quem quiser provar precisa correr: o menu só será servido até o dia 14 deste mês.
Takko é uma pequena vila com aproximadamente 6 mil habitantes localizada no extremo nordeste do Japão, na província de Aomori. Com uma inteligente jogada de marketing, ela conseguiu sair do anonimato e ganhou destaque no país todo com suas criações a base de alho.
A cidade ganhou o título de capital japonesa do alho, e seu mais novo invento que chegou ao mercado é uma bebida gaseificada à base de cola.
Batizado de “Jats Taccola”, o refrigerante foi lançado em janeiro deste ano e só pode ser comprado pela internet.
A meta original, segundo Keiko Sato, da Central do Alho de Takko, era vender 500 unidades por mês. “Mas a venda do produto foi acima do esperado e o estoque que pensávamos levar um ano para vender acabou-se em um mês e meio”, conta a relações públicas à BBC Brasil.
Tudo por causa da grande exposição que o produto ganhou na imprensa japonesa.
Diante do perigo de, literalmente, sumir do mapa por causa da queda da população japonesa, dezenas de municípios passaram a investir em produtos locais na tentativa de revitalizar a economia.
Segundo um relatório divulgado em 2014 por uma subcomissão do Conselho de Política do Japão, quase metade dos municípios de todo o país poderão ter dificuldades para continuar operando normalmente até 2040 por causa da falta de nascimentos de crianças e do rápido envelhecimento da população.
Para tentar amenizar o problema, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe chegou a investir no ano passado cerca de R$ 95 bilhões para estimular as economias regionais.
O investimento inclui projetos de infraestrutura, como estradas e linhas ferroviárias. Mas Abe lembrou que as cidades precisam buscar também soluções.
Foi o que fez Takko.
A província de Aomori é responsável por cerca de 70% da produção de alho do Japão, e Takko contribui com cerca de 1,1 mil toneladas anuais das 14 mil produzidas pela região.
Mesmo não sendo a maior produtora local, é a única que destina parte da produção para criação de produtos. Por isso, sempre é destaque na imprensa.
Entre as invenções inusitadas estão uma cerveja e um sorvete. Também já criaram um saquê, produtos de limpeza e suplementos alimentares. Tudo com gosto de alho, claro.
“Criar produtos tem sim o objetivo de aumentar as vendas de alho”, admite Keiko.
Além disso, a estratégia é atrair a atenção do japonês para a pequena vila.
Desde que começou a criar produtos, no final dos anos 90, Takko passou a atrair um grande número de turistas, curiosos para conhecer a capital nacional do alho.
Atualmente, por ano, cerca de 20 mil pessoas visitam o pequeno município.
Quatro anos já se passaram desde o terremoto e o tsunami que devastaram o litoral nordeste do Japão. Desde então, a população local, aos poucos, se reestruturou.
Mas a economia da província de Fukushima, que enfrentou ainda o vazamento da usina nuclear de mesmo nome, não consegue retomar os trilhos – e lidar com o preconceito contra os produtos locais, uma verdadeira “maldição”.
Os setores que mais sofrem são o agropecuário, o de pesca e o de turismo. O medo de que os produtos estejam contaminados afasta o consumidor e também turistas, apesar das garantias das autoridades de que eles são completamente seguros para consumo humano.
Uma pesquisa feita pela Agência Japonesa de Assuntos do Consumidor mostrou que esse temor cresceu ainda mais no ano passado, mesmo o governo adotando medidas restritas de medição do nível de radioatividade de produtos locais.
O Ministério da Agricultura, Pesca e Floresta admitiu que está difícil convencer os japoneses, e mais ainda os estrangeiros, de que os produtos são realmente seguros.
O mercado de peixes de Iwaki: turistas e consumidores desapareceram
A desconfiança em relação à carne bovina da região, por exemplo, fez com que ela ficasse 10% mais barata do que a produzida em outras regiões do país.
Em 2010, um ano antes da tragédia, Fukushima vendeu 153 toneladas de produtos agropecuários para outras regiões e também para o exterior. No ano seguinte, após o desastre, foram apenas 17 toneladas e a situação só piorou.
Em 2012, a província vendeu apenas 2 toneladas de produtos.
Promoções
Alguns supermercados fazem promoções e vendem pacotes embalados de legumes e vegetais quase duas vezes maiores do que o habitual pela metade do preço. Mesmo assim, os produtos ficam encalhados.
“Muitos lojistas não dizem abertamente que não vão comprar produtos de Fukushima, mas eles nunca compram”, reclama Hiroyuki Kurahashi, 41, proprietário de uma fábrica de saquê – um dos produtos mais tradicionais da região – e presidente da Associação de Produtores de Saquê de Fukushima.
Desde o desastre de 2011, Kurahashi não para de receber telefonemas de consumidores preocupados. “Um deles me disse que recebeu nosso saquê de presente de um amigo e perguntou como fazer para devolvê-lo para nós. Eu disse para jogar fora o conteúdo se não quisesse beber, mas ele disse que isso poderia contaminar seu lugar”, conta.
O peixeiro Takayuki Ueno, 46, que gerencia um pequeno negócio perto do porto, também não tem muitas esperanças de uma reviravolta no mercado. “Essa situação deve se estender por uns 10 anos”, calcula ele.
Takayuki Ueno não acha que a situação vá melhorar nos próximos dez anos
Os cálculos de Ueno batem com a estimativa do governo, que diz que o setor pesqueiro da região levará dez anos para voltar à situação anterior ao tsunami.
Enquanto os peixes não saem da geladeira na mesma velocidade que chegam, o peixeiro conta com a ajuda financeira do governo.
“Não tem outra alternativa. Então, temos de tocar a vida”, suspira.